terça-feira, 11 de maio de 2010

Minha jovem alma velha

Calma, não vou falar aqui sobre minhas vidas passadas. Porque antiga, minha alma é agora. Pode parecer loucura, mas isso fará 'algum' sentido após os próximos parágrafos.

Minhas crenças e anseios, infelizmente (?), não se encaixam na sociedade moderna. Busco, ainda, um amor "pro resto da vida"; beijos cujo silêncio e a escuridão dos olhos cerrados é infinito e inebriante; sexo como o toque de duas almas desnudas... Sou uma das poucas que ainda pensam assim; sofro.

Li outro dia que as relações humanas atuais são "líquidas". Após algumas sinapses nervosas, concluí que talvez esse líquido ao qual se referiram fosse a água; inodora, insípida e incolor, porém imprescindível para a sobrevivência. Uma analogia mais verossímil (tentar materializar os sentimentos dá certo?) talvez, adviria com a mudança do estado físico do líquido - gás. As relações humanas modernas, em minha opinião, estão mais pra gasosas. Você não pega, você 'imagina', tem que acreditar que elas existem; são efêmeras, não deixam vestígios de que estiveram ali, espalham-se, diluem-se. Portanto, hoje em dia, os beijos são gasosos, o amor é gasoso, o sexo é gasoso.

E não tem jeito; após 6 meses de terapia ainda não consigo sublimar (passar de sólidos para gasosos) os meus desejos. Estou começando, inclusive, a ser ridicularizada por esta incapacidade. Viro chacota quando digo que só quero sexo com amor, que ficar por ficar não me satisfaz. Na maioria das vezes, a risada é tamanha que não dá nem tempo de dizer que sonho em casar e ter filhos (provavelmente seria linchada por isso!).

E minhas tentativas de colocar em prática minha filosofia são sempre e massacrantemente frustrantes. Verão.

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