terça-feira, 11 de maio de 2010

Minha jovem alma velha

Calma, não vou falar aqui sobre minhas vidas passadas. Porque antiga, minha alma é agora. Pode parecer loucura, mas isso fará 'algum' sentido após os próximos parágrafos.

Minhas crenças e anseios, infelizmente (?), não se encaixam na sociedade moderna. Busco, ainda, um amor "pro resto da vida"; beijos cujo silêncio e a escuridão dos olhos cerrados é infinito e inebriante; sexo como o toque de duas almas desnudas... Sou uma das poucas que ainda pensam assim; sofro.

Li outro dia que as relações humanas atuais são "líquidas". Após algumas sinapses nervosas, concluí que talvez esse líquido ao qual se referiram fosse a água; inodora, insípida e incolor, porém imprescindível para a sobrevivência. Uma analogia mais verossímil (tentar materializar os sentimentos dá certo?) talvez, adviria com a mudança do estado físico do líquido - gás. As relações humanas modernas, em minha opinião, estão mais pra gasosas. Você não pega, você 'imagina', tem que acreditar que elas existem; são efêmeras, não deixam vestígios de que estiveram ali, espalham-se, diluem-se. Portanto, hoje em dia, os beijos são gasosos, o amor é gasoso, o sexo é gasoso.

E não tem jeito; após 6 meses de terapia ainda não consigo sublimar (passar de sólidos para gasosos) os meus desejos. Estou começando, inclusive, a ser ridicularizada por esta incapacidade. Viro chacota quando digo que só quero sexo com amor, que ficar por ficar não me satisfaz. Na maioria das vezes, a risada é tamanha que não dá nem tempo de dizer que sonho em casar e ter filhos (provavelmente seria linchada por isso!).

E minhas tentativas de colocar em prática minha filosofia são sempre e massacrantemente frustrantes. Verão.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Das explicações iniciais...

Eis aqui um jeito estranho de desabafar; soltar palavras na Internet sem saber onde elas vão parar ou por quem serão lidas, se é que serão lidas por mais alguém além de mim mesma. E, materializar o que se sente por meio de palavras, é bem mais difícil do que eu imaginava.

Nesses meus "desabafos despretensiosos" serão frequentemente usadas reticências. Esses três pontos sempre me dizem muita coisa. É quando o leitor é induzido a SENTIR. Por definição, é uma uma figura retórica que consiste em deixar incompleta uma frase, dando a entender, no entanto, o sentido do que não se diz e, às vezes, muito mais... São provocações!

Acredito que sensações e sentimentos são bem mais importantes do que palavras. E é por isso que esse blog se chama "Reticências" ; quero que entendam o que eu NÃO digo, quero que sintam. Quero provocá-los!

Devo esclarecer, contudo, que não sou escritora nem poetisa. Dessa forma, peço, de antemão, desculpas pelos erros de português que cometerei e se algumas vezes meus pensamentos parecerem confusos ou minhas palavras bêbadas. Talvez seja porque minha alma ainda não aprendeu a aprisionar meus sentimentos em palavras, a organizá-los em forma de texto...